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Quase todos os abrigos de associações estão sobrelotados e não têm condições para acolher mais animais com o mínimo de conforto e segurança. Por isso, o ideal será a pessoa que o encontrou acolher o animal temporariamente, e procurar uma família que o queira adotar. O primeiro passo será tirar boas fotografias ao animal. O “mercado” de adoção de animais está saturado, por isso a qualidade das fotografias é essencial para o sucesso da adoção. Devem ser tiradas várias fotografias, de vários ângulos, incluindo focinho e corpo inteiro, e em que seja perceptível a meiguice do animal: ao colo, a receber festas, etc. As melhores fotografias são tiradas ao mesmo nível do animal, e não de cima.
Exemplo de boas fotografias de uma cadela para adoção

 Com as fotografias que tirou, coloque anúncios nos vários sites e fóruns de adoção de animais: Acesse http://www.olharanimal.net. www.amadaslz.com.br Também pode colocá-las num blog pessoal, se o tiver, e ainda imprimir alguns panfletos para afixar em locais públicos ou semi-públicos (sempre com permissão) como lojas de animais, clínicas veterinárias, ginásios, lojas e outros estabelecimentos comerciais, etc Prepare-se também para fazer muitas perguntas. Faça uma lista, para não esquecer nenhuma. Eis algumas das perguntas que deverá fazer sempre: 1. O animal é para si ou é para ser oferecido? Se for para ser oferecido não se esqueça de falar com a pessoa que vai recebê-lo, um animal nunca pode ser um presente surpresa! 2. Já tem algum gato/cão? Qual o seu estado de saúde: FIV (vírus da imunodeficiência felina) e FELV (vírus da leucemia felina) negativos, idade, se está esterilizado, personalidade (acima de tudo sociabilidade com outros animais), tipo de alimentação etc. 3. Já teve algum animal no passado? O que lhe aconteceu? (Não deve aceitar uma resposta como “Morreu de velhice”, procure fazer perguntas mais específicas) 4. Os gatos e cachorros vão, na maioria das vezes, causar alguns estragos durante o período de adaptação ao novo lar. O que faria se o seu gato arranhasse a mobília ou se o cachorro roesse as pernas da mesa? 5. Vive com alguém? Tem crianças em casa? Alguém em sua casa é alérgico a gatos/cães? Se vive com alguém deve ter a certeza que essa pessoa não fica incomodada com a presença do animal. 6. Há persianas em todas as janelas e proteções no terraço, varanda, jardim…? (A resposta deve ser Sim.) O animal tem acesso as escadas de incêndio ou jardim não vedado/com vedações baixas por onde consiga fugir? (A resposta deve ser Não) 7. Um animal de estimação é um compromisso para a vida. Um gato ou um cão podem viver até 20 anos! Está preparado para cuidar dele enquanto viver? E se a sua situação atual se modificar? (Um casamento, um bebê, um namorado/a, uma mudança de casa, etc.) 8. O animal irá ter a possibilidade de vir à rua? Sob que circunstâncias? Com ou sem supervisão? 9. Está empregado? Com que estabilidade? Está desempregado? Por quanto tempo crê que se manterá a sua situação? 10. Alguns dados pessoais e profissionais (Por exemplo: a idade ajuda a compreender o nível de compromisso que a pessoa poderá ter; o emprego relaciona-se com o tempo livre que a pessoa terá para o animal). Se as respostas a estas perguntas forem satisfatórias, o potencial adotante pode passar ao passo seguinte: vir conhecer o animal. Se a visita correr bem será pedido o pagamento de uma taxa, correspondente, por exemplo, ao pagamento da vacina e microchip. Se a pessoa recusar a adoção por não querer pagar este valor, é um bom indicativo de que se trata de um mau adotante. Os bons adotantes ficarão felizes por receber um animal já vacinado e chipado. Quem não puder suportar o valor da taxa, não terá também meios de levar o animal ao veterinário caso este adoeça. Segue-se uma visita sua à casa do potencial adotante. A visita a casa da pessoa permite-lhe avaliar as condições em que o animal vai viver. Um bom adotante irá compreender o motivo pelo qual faz todas estas perguntas e segue este procedimento. Se encontrar alguém que não compreenda e se sinta incomodado com a sua meticulosidade então essa pessoa não será um bom potencial adotante.
Nunca deixe alguém fazê-lo sentir que lhe está a fazer um favor ao adotar o animal. Fonte: Animais de Rua |